A origem

Sou de longe o mais culto membro da blogosfera financeira brasileira. Desde tenra idade acostumei-me a decantar Kant e Aristóteles em discussões com pessoas próximas ou nem tanto.  Não que isto fosse um grande diferencial no círculo de contatos da primeira infância e adolescência -formado por primatas típicos de pindorama. Todavia contribuiu para que eu fosse aprovado em um curso superior de boas expectativas financeiras pós conclusão (ótimas para os padrões da terra de Santa Cruz), logo na primeira tentativa, apesar de  meus estudos integralmente realizados nas pocilgas pseudo-educacionais estatais. Mais detalhes a posteriori.

Apesar desse incrível repertório teórico e prático confesso que me encantei em algum momento com as idéias marxistas-trotskistas, evoluindo para um pensamento niilista advindo mais das leituras de Nietzsche do que Bakunin  (que nunca me dignei a reservar tempo para além de alguns textos selecionados por terceiros).

Entre idas e vindas atualmente me situo no campo dos AnCap’s.

Sim, isso, caro leitor da blogosfera, não me incluo entre os babuínos d’A Real (tão comuns na blogosfera) ou dos brasilóides da Grande Manada. (Atenção: se você pertence a qualquer dos grupos acima clique imediatamente em ALT + F4; se não for o caso saiba que ler qualquer site com referência a búfalos diminui em 20% o QI POR MINUTO).

E como Mamon passou a se interessar por finanças? Depois de intensos estudos sobre libertarianismo, escola austríaca etc., encontrei por acaso referências a uma suposta bolha imobiliária em pindorama, escrutinada em um site homônimo. De lá o mundo de LCI’s,  LCA’s, juros compostos abriu-se para mim. Nas circunstâncias eu só poderia fazer isso mesmo -ESTUDAR -porque nem capital nem renda possuía  (apenas uma mísera bolsa estudantil de 400 mil réis nos dois últimos anos da faculdade).

Quando terminei o curso no início desse ano foram seis meses entre conseguir contatos para trabalho. De lá para cá recusei propostas de emprego fixo e estou só como freelancer. Parte das propostas foram recusadas porque me recusei a comprar um carro de imediato, já que pretendo começar uma especialização em outro estado no início de 2016 ou 2017, e pretendo acumular algum dinheiro para não depender do dinheiro da bolsa (2-3 mil em uma grande metrópole). Mesmo assim consigo uma renda entre 6-9 mil reais mensais (líquida, já descontados IR na fonte).

Para concluir, no início desse mês havia conseguido acumular 23 contos e 200 mil réis (os dois primeiros meses do ano foram particularmente improdutivos). Transferi tudo para uma conta na Easynvest pensando em investir em RF. Passei a ler sobre ações e principalmente fundos imobiliários como alternativas na RV. A indecisão subsequente levou a que o dinheiro permanecesse uma semana na conta da corretora (uma temeridade). Por fim, conclui que os FII’s* já haviam precificado uma baixa muito relevante nos títulos públicos, prevendo uma melhora no cenário político que nem de longe se avizinha. Então aportei hoje no tesouro SELIC, com dois títulos no valor de 15732,76 bananis. O restante realoquei na minha conta corrente. Espero que a nova reunião do COPOM mês que vem reposicione as expectativas do mercado, já que diante da inesperada (SIC) elevação da inflação há a expectativa de elevação ou, os UE considero mais provável, manutenção da taxa básica.

Minha carteira encontra-se assim:

— Investimento — Valor — Rentabilidade bruta (mês) —

— Tesouro SELIC — R$ 15732,76 — 1,1115% —

Saldo bancário: 7,493.51

 

* Diante da minha imaturidade em investimentos reais e a necessidade de uma renda ou resgate a curto prazo decidi não aportar em ações no momento, concentrando meus ativos em RF e FIIs.

 

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